Alexandre da Horta questiona vaquinha para transferência do elefante Sandro ao Mato Grosso

Alexandre da Horta questiona vaquinha para transferência do elefante Sandro ao Mato Grosso

Vereador cobra esclarecimentos sobre arrecadação para custear transporte do elefante, sustentabilidade financeira do Santuário de Elefantes Brasil e garantias para alimentação, tratamento veterinário e cuidados de Sandro após a transferência.

O vereador Alexandre da Horta manifestou preocupação com a campanha de arrecadação criada para ajudar a custear a transferência do elefante Sandro de Sorocaba para o Mato Grosso. Diante da situação, o parlamentar protocolou um requerimento cobrando esclarecimentos da Prefeitura sobre as garantias financeiras e estruturais para a manutenção do animal após sua transferência.

Sandro é um elefante asiático de aproximadamente 54 anos e vive há mais de quatro décadas no Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, em Sorocaba. Sua transferência para uma estrutura localizada na região da Chapada dos Guimarães (MT) decorre de decisão judicial.

Para Alexandre da Horta, a realização de uma campanha de arrecadação às vésperas da transferência exige esclarecimentos sobre o planejamento financeiro da operação e, principalmente, sobre a capacidade de garantir todos os cuidados que Sandro necessitará no futuro.

“Não estamos falando apenas do custo de uma viagem. Estamos falando de um elefante idoso, com necessidades específicas e que precisará de alimentação, acompanhamento veterinário e cuidados pelo restante da vida. Precisamos saber quais são as garantias de que tudo isso estará assegurado”, afirma Alexandre da Horta.

Alexandre da Horta cobra garantias para o futuro do elefante Sandro

A principal preocupação apresentada pelo vereador está relacionada à sustentabilidade de longo prazo dos cuidados com Sandro.

Atualmente, no Zoológico de Sorocaba, o elefante possui uma rotina específica de alimentação e acompanhamento. Segundo informações acompanhadas pelo parlamentar, Sandro consome aproximadamente 250 quilos de alimentos triturados diariamente, o que representa cerca de 7,5 toneladas por mês.

Além da alimentação, por ser um animal idoso, Sandro necessita de acompanhamento especializado de profissionais, incluindo veterinários e biólogos, além de cuidados relacionados às suas condições físicas e oculares.

Alexandre da Horta argumenta que essas necessidades continuarão existindo após a transferência e, por isso, considera fundamental conhecer previamente como serão financiadas.

Vaquinha para transporte gera questionamentos

A campanha criada para arrecadar recursos destinados à operação de transferência chamou a atenção do parlamentar por ocorrer poucos dias antes da previsão de deslocamento do animal.

Na avaliação de Alexandre da Horta, se uma arrecadação extraordinária é necessária para viabilizar uma etapa inicial da transferência, é necessário esclarecer quais mecanismos financeiros existem para assegurar o custeio permanente do elefante posteriormente.

“Se hoje existe a necessidade de uma vaquinha para ajudar a realizar a transferência, queremos saber qual é o planejamento para amanhã. Como estarão garantidos os alimentos, medicamentos, veterinários e todos os cuidados que o Sandro exige? Esse é o ponto central da nossa preocupação”, explica o vereador.

O questionamento, segundo o parlamentar, não busca discutir apenas a arrecadação em si, mas verificar se existem garantias objetivas de sustentabilidade financeira para os cuidados vitalícios do animal.

Requerimento cobra respostas da Prefeitura de Sorocaba

Diante das dúvidas, Alexandre da Horta protocolou um requerimento na Câmara Municipal de Sorocaba solicitando informações oficiais ao Poder Executivo.

O vereador destaca que, enquanto Sandro permanecer sob responsabilidade municipal, a Prefeitura deve acompanhar todos os aspectos relacionados à segurança, saúde e bem-estar do animal durante o processo de transferência.

Entre os pontos levantados pelo parlamentar estão:

  • Se a Prefeitura tinha conhecimento prévio da campanha de arrecadação relacionada à transferência de Sandro;
  • Se houve autorização para utilização do nome, da imagem e da história do elefante nas ações de arrecadação;
  • Se haverá acompanhamento ou prestação de contas sobre os recursos arrecadados;
  • Quais garantias financeiras foram apresentadas para assegurar os cuidados futuros com o animal;
  • Se existe um plano formal de custeio vitalício para alimentação, medicamentos, atendimento veterinário e demais necessidades de Sandro;
  • Quais providências poderão ser adotadas junto aos órgãos competentes diante das preocupações apresentadas pelo parlamentar.

Vereador pede acompanhamento do Ministério Público

Alexandre da Horta também defende que os questionamentos relacionados à transferência sejam levados aos órgãos competentes, incluindo o Ministério Público, para que as condições previstas para o transporte e a manutenção futura do elefante possam ser analisadas.

Uma das preocupações apontadas pelo parlamentar envolve a idade de Sandro e os possíveis impactos de uma viagem de longa distância. O deslocamento entre Sorocaba e o Mato Grosso supera mil quilômetros e, segundo o vereador, exige planejamento técnico rigoroso para reduzir riscos e estresse ao animal.

O parlamentar também quer saber se existe documentação apresentada no processo judicial demonstrando a capacidade de custear permanentemente todas as necessidades de Sandro após sua chegada ao novo local.

Alimentação e cuidados especializados estão entre as preocupações

Alexandre da Horta vem acompanhando a situação de Sandro e defendendo que qualquer decisão relacionada ao elefante considere suas condições individuais.

Além da idade avançada, o vereador chama atenção para a rotina construída ao longo de décadas no Zoológico de Sorocaba, incluindo a relação com os tratadores e os cuidados especializados recebidos diariamente.

Por isso, o parlamentar afirma que não basta avaliar apenas a dimensão física do novo espaço. É necessário verificar se haverá estrutura humana, veterinária e financeira suficiente para atender continuamente às necessidades do elefante.

“Um espaço maior, sozinho, não garante bem-estar. Precisamos falar de alimentação, tratamento veterinário, adaptação, medicamentos, acompanhamento e capacidade financeira para manter tudo isso. O Sandro não pode depender de incertezas”, ressalta Alexandre da Horta.

Bem-estar de Sandro deve estar acima de qualquer disputa

Desde o início das discussões envolvendo o futuro do elefante, Alexandre da Horta tem defendido que o bem-estar de Sandro seja o principal critério considerado.

O vereador afirma que continuará buscando esclarecimentos sobre a transferência e cobrando transparência quanto às condições oferecidas ao animal, tanto durante o transporte quanto depois de sua chegada ao Mato Grosso.

Para o parlamentar, as respostas são necessárias não apenas para o Poder Legislativo, mas também para a população de Sorocaba, que acompanha Sandro há décadas e demonstra preocupação com seu futuro.

“Não podemos fechar os olhos para qualquer risco. Se existe uma decisão para retirar de Sorocaba um animal que vive aqui há mais de 40 anos, precisamos ter certeza de que ele estará protegido pelo restante da vida. Nossa cobrança é por transparência, planejamento e, acima de tudo, segurança para o Sandro”, conclui Alexandre da Horta.

O mandato do vereador continuará acompanhando o caso e cobrando dos órgãos responsáveis informações sobre a transferência do elefante Sandro, as condições do transporte, o planejamento financeiro e as garantias de bem-estar animal no novo local.

(15) 99692-8495